O aparelho psíquico e seu funcionamento  
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Luzia Travassos Duarte

Introdução

O narcisismo universal da espécie humana, seu amor próprio, sofreu até o presente três severos golpes por parte das descobertas científicas. Nas primeiras etapas de suas pesquisas, o homem acreditou, que seu domicílio, a Terra, era o centro estacionário do universo, com o sol, a lua e os planetas girando ao seu redor. Seguia assim, os ditames das percepções de seus órgãos sensoriais, pois não percebia o movimento da Terra. Além disso, toda vez que conseguia uma visão sem obstáculos, encontrava-se no centro de um círculo que abarcava o mundo exterior. A posição central da Terra, de mais a mais, era para ele um sinal do papel dominante desempenhado por ele no universo e parecia-lhe ajustar-se muito bem à sua propensão a considerar-se o senhor do mundo.

A destruição dessa ilusão narcisista associa-se, em nossas mentes, ao nome e a obra de Nicolau Copérnico, no século XVI, apesar de  Aristarco de Samos, no século III a C., já haver declarado que a Terra era muito menor do que o sol e que movia-se ao redor daquele corpo celeste. Assim, o amor próprio da humanidade sofreu o seu primeiro golpe, o golpe cosmológico.

No curso do desenvolvimento da civilização, o homem adquiriu uma posição dominante sobre as outras criaturas do reino animal. Não satisfeito com essa supremacia, contudo, começou a colocar um abismo entre a sua natureza e a dos animais. Atribuiu a si mesmo uma alma imortal, alegando uma ascendência ina que lhe permitia romper o laço de comunidade entre ele e o reino animal.

Todos sabemos que no século passado, as pesquisas de Charles Darwin e seus colaboradores e precursores puseram fim a essa presunção por parte do homem. O homem não é um ser diferente dos animais, embora lhes seja superior; ele próprio tem ascendência animal, relacionando-se mais estreitamente com algumas espécies, e mais distanciadamente com outras. Foi este o segundo golpe, o golpe biológico ao narcisismo humano.

O terceiro golpe, o psicológico, foi dado por Sigmund Freud ao salientar que o comportamento humano é dominado por forças que estão além do nosso controle, o que significa dizer que o eu não é senhor de sua própria casa. Ao enfatizar o estado inconsciente de grande parte de suas motivações, ele privou-nos de nossa racionalidade; e, ao salientar a natureza sexual e agressiva dessas motivações, ele deu o golpe final à “dignidade” humana.

1 - O conceito de inconsciente

Antes de Freud, pensava-se que a subjetividade humana estivesse plenamente identificada com a consciência e dominada pela razão. Admitia-se, quando muito, que a consciência podia conter uma parte do inconsciente, que algumas ocorrências psíquicas podiam permanecer abaixo do umbral da consciência. Ou seja, o termo inconsciente era empregado no sentido puramente adjetivo para designar aquilo que não era consciente, mas nunca para designar um sistema psíquico autônomo, regido por leis próprias.

Em Freud, o inconsciente (Ics) é um sistema psíquico que se contrapõe a outro, o pré-conciente – consciência (Pc/Cs) que em parte é inconsciente mas que não é o inconsciente.

O inconsciente não é tampouco, uma entidade empírica que se manteve oculta até o momento em que Freud veio a descobri-lo. Algo como um órgão ou uma região do cérebro até então inacessível à observação científica. A verificação direta do inconsciente jamais será feita, sua impossibilidade empírica não se deve à falta de instrumentos, mas à sua própria natureza. Ele quando muito poderá ser inferido a partir de seus efeitos na consciência, ou melhor, a partir de seus efeitos no discurso manifesto, nos atos e nos comportamentos das pessoas mas jamais ser objeto da observação direta. Como exemplo de efeitos do inconsciente do discurso, encontramos os atos falhos, aqueles erros involuntários que cometemos ao falar. Trocar o nome da namorada pelo de outra moça, por exemplo.

1.     O sentido descritivo. Uma representação pode estar ausente da consciência e encontrar-se no Pré-consciente ou no Inconsciente, segundo possam ou não serem acessadas facilmente à consciência.

2.     O sentido sistemático. Outras representações, entretanto, podem ter seu acesso negado à consciência, pertencendo ao sistema Ics e constituindo o material recalcado.

Freud idiu o aparelho psíquico em dois sistemas: o pré-consciente/consciência e o inconsciente. Para efeito didático veremos o Pcs/Cs separadamente.

A consciência está localizada na periferia do aparelho psíquico e sua função é receber informações que tanto provêm do interior do organismo como do meio externo. Entretanto, a consciência não conserva nenhuma marca duradoura dessas informações, já que não funciona como arquivo, cabendo esta função ao Pcs e ao Ics. A consciência é responsável pela discriminação qualitativa das vivências do aparelho psíquico, ela as identifica como agradáveis ou não. É também responsável pelos aspectos lógicos do pensamento, pela capacidade de julgamento e pelo raciocínio.

O pré-consciente é o inconsciente do ponto de vista descritivo mas, de acordo com sua localização sistemática ele se “encontra” entre o Inconsciente e a Consciência. Funciona como um arquivo mas seus conteúdos são facilmente recuperáveis, bastando para isso um ato da vontade. É justamente essa facilidade de passagem à Consciência, o que diferencia os conteúdos do Pcs daqueles do Ics. Aqui encontramos o que a psicanálise chama de representação da palavra, uma marca mnêmica da palavra ouvida e a representação de coisa, uma marca mnêmica dos objetos visualizados.

O inconsciente contém as representações de coisas, imagens mnêmicas visuais, reproduções, muitas vezes modificadas, de antigas percepções. Trata-se de uma espécie de arquivo visual. Os conteúdos do Ics, as representações de coisa, só se tornarão consciente quando se ligarem às  representações de palavras que lhes correspondem. Assim  temos no Pcs/Cs a representação de coisa ligada à sua correspondente representação de palavra e, no sistema Ics, apenas a representação de coisa. No Ics não há negação, ou seja, duas representações contrárias podem existir lado a lado. O trabalho da negação, da contradição só vai se fazer na fronteira entre o Inconsciente e o Pcs, através da censura. Outra característica do sistema é a ausência de temporalidade. É por isso que nos sonhos, uma das expressões do Ics, acontecimentos do passado parecem atuais, e outras vezes, nos percebemos como somos atualmente mas em locais ou situações da infância. E, finalmente, os processos inconscientes dispensam pouca atenção à realidade, estando sujeitos ao p. do prazer. No Inconsciente, passado, presente e futuro se misturam, todos perpassados pelo fio inexorável do desejo.

São três os princípios de funcionamento do ap. psíquico:

·       Princípio da constância – Como todo organismo vivo, o ser humano tem uma forte propensão a manter constante sua tensão interior. O princípio da constância é análogo ao princípio fisiológico da homeostase. Ele busca manter constante, ou reduzido ao máximo, o montante de energia ou tensão do aparelho psíquico.

·       Princípio do prazer – A atividade psíquica em seu conjunto tem por objetivo evitar o desprazer e proporcionar prazer. Na medida em que o desprazer está ligado ao aumento da tensão ou excitação e o prazer à sua redução, este princípio está a serviço do anterior.

·       Princípio da realidade – Atua ao lado do p. do prazer tentando modificá-lo, à medida que o aparelho psíquico vai evoluindo. Isso faz com que a descarga de tensão já não se faça pelo caminho mais curto, busca-se ainda a descarga mas promove-se adiamentos em função das condições impostas pelo meio exterior. Por exemplo: as crianças pequenas têm uma tendência a querer satisfazer seus desejos a todo custo e de forma imediata, com a maturação e a educação vai se desenvolvendo, entretanto, a capacidade de espera e elas já serão capazes de suportar os adiamentos, segundo exigências da realidade.

2 - As instâncias psíquicas e os mecanismos de defesa     

A personalidade estrutura-se segundo um longo processo de intercâmbios entre o dentro e o fora, constitutivos da oposição realidade interna/realidade externa. Ou seja, o aparelho psíquico funciona segundo os princípios do prazer e realidade.

À medida em que a criança se desenvolve, ela aprende a esperar, aprende que seus desejos nem sempre podem realizar-se de imediato, e a adiar suas satisfações em função das condições impostas pela realidade.

Durante a infância a criança necessita do apoio dos pais que vão desempenhar o papel de “Ego auxiliar” e daquilo que Freud chamou “mediador de excitação”, protegendo a criança dos traumatismos excessivos, mas, ao mesmo tempo, levando-a a compreender e viver a realidade. A partir das primeiras experências de incorporação, a criança guardando para si o bom e rejeitando o mau, inicia-se uma operação de interiorização progressiva das experiências com o mundo exterior.

O mundo interno passa então a ser organizado a partir das identificações da criança com seus modelos, as figuras parentais, e as relações com o seu mundo.

O que são instâncias?

Ø São modelos teóricos fictícios, destinados a explicar a complexidade do funcionamento do aparelho psíquico. São elas:

ID – Representa o polo pulsional, inteiramente inconsciente, funcionado segundo o processo primário e procurando apenas a satisfação imediata das necessidades e o apaziguamento das tensões.

Do ponto de vista dinâmico, entra em conflito com o Ego e o Superego que são diferenciações dele. É o grande reservatório das pulsões.

Quase todo o ser dos recém-nascidos, é apenas ID. Os bebês satisfazem suas necessidades físicas e psíquicas de forma bastante direta e desinibida, se estão com fome choram, e também choram quando estão com a frauda molhada, ou quando querem calor humano, colo. Então o ID funciona segundo o processo primário que é regido pelo princípio do prazer. O que interessa é a satisfação imediata. O ID continua conosco na idade adulta e nos acompanha a vida toda. Só que aos poucos vamos aprendendo a controlar desejos a fim de nos adaptarmos ao nosso meio. Em outras palavras, aprendemos a afinar o princípio do prazer com o princípio da realidade. E daí nasce o Ego, por diferenciação do ID, é a parte do ID que foi modificada sob a influência direta do mundo exterior, por intermédio do sistema de percepção-consciência.

O Ego forma-se graças às introjeções e identificações, funcionando conforme as leis do processo secundário que é regido pelo princípio da realidade, é a sede dos mecanismos de defesa e representa a instância formadora do recalque, encarregado ainda, de assegurar o equilíbrio psíquico, mantendo as tensões a um nível constante.

A partir de certa idade, não podemos sentar e simplesmente cair no choro, até que nossos desejos ou necessidades sejam satisfeitos. Quando algum adulto assim  se comporta, é que não recebeu os limites necessários à sua realidade, durante a infância, e não tem maturidade para lutar, através dos meios adequados, por seus objetivos.

Mas pode acontecer também, de desejarmos intensamente alguma coisa que o nosso meio não aceita, ou vivenciarmos uma situação que é incompatível com nossos princípios morais, religiosos, etc... E o Ego vai recalcar esse desejo ou representação insuportável. O recalque é um mecanismo de defesa.

Freud aponta uma terceira instância, no psiquismo. Ainda criança, somos confrontados com padrões morais de nossos pais e de nosso meio. Quando fazemos alguma coisa de errado, nossos pais imediatamente dizem “não faça isto”, ou então “que vergonha”, etc... E mesmo depois de adultos podemos ouvir o eco de tais censuras, representações e julgamentos morais, não é mais preciso que eles ou outra pessoa nos repreenda, nós já internalizamos, já somos nós mesmos que exigimos e cobramos, apesar de em certas ocasiões dizermos que é uma outra pessoa que exige isso de nós.

As expectativas de nosso meio no plano moral parecem ter se alojado dentro de nós e passado a constituir uma parte de nós mesmos. É isso que Freud chama de Superego. Ele diz que o Superego se opõe ao Ego como uma espécie de consciência. Por exemplo: O superego nos informa, por assim dizer, quando nossos desejos são sujos ou impróprios e isso vale principalmente para os desejos eróticos ou sexuais. Freud constatou que esses desejos surgem bem cedo, na infância, então qualquer manifestação deles, como a ereção no menino, ou o toque genitais em ambos, são reprovados com expressões tais como: “Que coisa feia!”, “Não faça isso!”, “Se você fizer outra vez, eu corto seu pinto!” ou “Arranco sua mão!”. Dessa forma, desenvolvemos sentimentos de culpa que é armazenado no Superego (instância formadora da moral) e atrelado a tudo o que diz respeito ao sexo, formando assim um conflito entre prazer e culpa que pode acompanhar o indivíduo por toda a vida.

Construímos também o nosso Ideal do Ego que está voltado para a auto-imagem que queremos perfeita, pois quando criança também ouvimos:

“Tu deves ser assim”, ou “Tu devias ser assim”. Essas exigências representariam o Ideal do ego, modelo ao qual o Ego deve adequar-se. O Ideal do Ego visa ao próprio indivíduo, ao qual propõe uma auto-imagem perfeita. Está portanto, intimamente ligado ao narcisismo e depende da imagem que os pais têm dos filho ou pelo menos, daquela que este captou. O filho procura colocar-se inconscientemente no lugar do objeto ideal que viria gratificar os pais.

Como vimos, o Ego deve arcar com as exigências conflitantes do ID, e o Superego, da realidade externa e com a ansiedade que esses conflitos e frustrações produzem. Assim, fazendo, para manter o equilíbrio interno psíquico, ele pode distorcer ou negar a natureza do conflito. A estes métodos inconscientes Freud deu o nome de mecanismos de defesa.

3-Os mecanismos de defesa

Os mecanismos de defesa são operações psíquicas inconscientes, empregadas pelo Ego para se livrar da angústia. Mas o que é angústia? Em termos psicodinâmicos, a angústia é uma espécie de sinal de alarme que informa ao Ego sobre a existência de um conflito interno. Este se vê então obrigado a lançar mão de algumas operações para evitar o sofrimento. Fenomenologicamente falando, a angústia é experimentada como uma ameaça de perda. O ser humano experimenta a angústia muito cedo, ainda bebê, como um estado indiferenciado de aflição que é vivenciado como falta ou carência de alguma coisa, o alimento, por exemplo. No plano mental esta sensação é vivida como uma ameaça de sua própria destruição, como angústia. A mãe, ou quem quer que substitua torna-se então de extrema importância para o infans, desde que é ela que dá o que lhe falta, é ela quem o defende da angústia.

Entretanto, à medida que vai se desenvolvendo as funções motoras e psíquicas, à medida que o Ego vai se constituindo, essa defesa ou melhor, esses mecanismos de defesa, passam a ser da responsabilidade dessa instância de nossa mente. Os mecanismos são inconscientes e por isso atuam de forma automática. Vão surgindo durante o desenvolvimento do sujeito e estão presentes em todos nós. O emprego maciço de determinados mecanismos de defesa faz parte de determinadas patologias mentais. Vejamos alguns deles:

·       Recalque – Trata-se da operação através da qual o sujeito tenta repelir da consciência ou manter no inconsciente representações (imagens, pensamentos, recordações) ligadas a uma pulsão. O recalque se produz quando a satisfação de uma pulsão – susceptível de proporcionar prazer – provocaria desprazer em relação a outras exigências. Tais exigências dizem respeito à realidade externa e ao Superego.

·       Regressão -  Um retorno às formas anteriores do desenvolvimento, do pensamento e do estilo de relações do indivíduo ao seu ambiente.

Ex: O doente que comporta-se como criança que já foi, torna-se frágil e dependente, abrindo mão de dirigir sua vida. A presença do médico é aguardada com a mesma expectativa com a qual em outras épocas aguardava a presença da mãe, que lhe trazia conforto.

·       Transformação no Contrário – Representa o processo pelo qual o objetivo de uma pulsão se transforma em seu contrário na passagem da atividade para a passividade. Os pares de condutas opostas coexistem no inconsciente e sua transformação de uma a outra só se pode compreender com a intervenção da fantasia.

Ex: Sadismo/Masoquismo – O sádico que causa o sofrimento e sente prazer com isso, é o mesmo que sofre e goza com a dor do outro.

·       Identificação – Processo psíquico pelo qual o indivíduo assimila um aspecto, uma propriedade, um atributo do outro e se transforma total ou parcialmente conforme esse modelo.

Ex: A identificação com o objeto amado, como não se pode tê-lo completamente,  uma solução pode ser vir a ser como ele, carregá-lo em si, ao ser como ele.

A identificação da criança com os pais  no início da vida é necessário, depois há um afastamento progressivo, pois sua permanência pode ser patogênica.

·       Projeção – Mecanismo de defesa através do qual o indivíduo atribui a um objeto características que lhe são próprias, porém recusadas como suas.

Ex: O marido que acusa a esposa de infidelidades que ela não cometeu, pode ter desejos inconscientes de traição.

·       Sublimação – Uma pulsão é dita sublimada quando se desvia para um novo alvo não sexual e visando a objetivos socialmente valorizados. Trata-se de um processo postulado por Freud para explicar as atividades artísticas e intelectuais aparentemente sem ligação com a sexualidade, mas que encontrariam sua energia na força da pulsão sexual.

Ex: Um sujeito que tenha fortes pulsões agressivas pode transformá-las numa atividade respeitada e altamente valorizada como a profissão de cirurgião.

·       A Formação Reativa é uma atitude psíquica de sentido oposto a um desejo recalcado e que se constitui como reação a este. Em termos econômicos a formação reativa é o contra-investimento de um elemento consciente, de força igual e direção oposta ao investimento inconsciente. Pode tratar-se de atitudes muito generalizadas, constituindo traços de caráter mais ou menos integrados ao conjunto da personalidade; mas, às vezes, toma um valor sintomático no que oferecem de rígido, de forçado e de compulsivo. Enquanto traço de caráter, um gosto excessivo pela limpeza mascara uma tendência à imundície, ou uma piedade exagerada será uma formação reativa contra desejos agressivos. Enquanto sintoma, o horror à imundície fará com que o indivíduo só pense nesta ou se concentre aí, com efeito, sua exist6encia e seus interesses, valendo-se do subterfúgio do seu cuidado com a limpeza; ou a existência de piedade, fazendo-se tirânica, tornar-se-á uma ocasião de agredir todos os que os cercam. Percebe-se, nestes últimos exemplos, o retorno do recalcado.

·       A Negação permite igualmente fazer a economia do recalque, podendo o indivíduo formular um pensamento, um desejo, um sentimento anteriormente recalcado, desde que negue sua autoria: “não creio que eu pense isto” ou “eu não tenho tal desejo”. Ela favorece o desenvolvimento do pensamento, que um excesso de recalque, ao contrário, paralisa, diminuindo a potencialidade do conflito. Em excesso, empobrece a personalidade que fica, assim, condenada a não reconhecer o que lhe pertence, em particular no plano afetivo. A racionalização se apoia freqüentemente na negação e no isolamento para encontrar sempre boas razões que expliquem um comportamento cujas motivações profundas são de fato julgadas inacessíveis.

Glossário

Representação – Aquilo que se representa, o que forma o conteúdo concreto de um ato de

pensamento e em especial a reprodução de uma percepção anterior - (imagens, lembranças).

Representação de coisa     – Representação que deriva da coisa, essencialmente visual – lembrança do que é visualizado.

Representação da palavra – É a representação essencialmente acústica, lembrança do que é ouvido, escutado.

Representaçao - O termo designa os conteúdos do pensamento, idéias, imagens mentais, cujo modelo é a reprodução mental de uma percepção anterior.

Objeto - Em psicologia, o termo abarca um amplo sentido e se refere a tudo aquilo que o sujeito pode ter conhecimento, sejam pessoas ou coisas.

Leitura sugerida

·       FREUD, S. O Inconsciente. Ed. Standart Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro, IMAGO, 1972-80.

·       LAPLANCHE J. Pontalis, J. B.; FONTES, Martins. Vocabulário da Psicanálise Martins Fontes. 9ª edição, Setembro de 1996.

·       JEAMMET, P.; REYNAUD, M.; CONSOLI, S.. Manual de Psicologia Médica. Editora Atheneu, São Paulo.

 
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